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13 de junho de 2012

Diário - 33º Registro...Um ano

Um ano...desde que tudo isso começou...

Ontem não fiquei muito à vontade para escrever sobre isso mas tenho que desabafar.
Todo dia eu penso em como minha família deve estar,se estão vivos,e onde estão...à uns tempos atrás eu tinha quase certeza de que todos eles estavam mortos,mas eu estou vivo...por quê eles não podem estar?

Às vezes também me sinto culpado pela morte de Matheus,Cláudia e da Beatriz...se eu não tivesse sido salvo por eles,poderiam estar vivos até hoje,e não morrido daquela forma horrível...

Este mundo está impiedoso...

Em um ano perdi minha família...
Consegui várias cicatrizes...
Vi outra família ser destruída brutalmente...eu vi muitas pessoas morrerem...
Vi a situação caótica e decadente em que a Área Segura estava...

Tudo de ruim que se pode presenciar em uma vida inteira, eu presenciei em um ano...

Minha mente já se adaptou,e nem escuto direito os gemidos dos infectados,o cheiro de sangue e podridão está bem mais fraco...

Ontem de manhã,o dia estava com muita neblina,e foi o ambiente perfeito para eliminarmos os infectados na rua,então pegamos algumas facas e o machadinho,mas sem nenhuma arma de fogo.

Coloquei uma jaqueta verde-folha bem grossa que achei há algum tempo,e os outros do grupo vestiram o que puderam achar na casa.

Do portão,vimos que o infectado mais próximo estava à uns 10 metros de distância,e o Eduardo foi o primeiro a ir para cima dele,com o machadinho na mão.

Antes de qualquer reação,ele acertou o primeiro golpe horizontalmente, na altura do olho esquerdo,e a lâmina do machadinho cravou-se na órbita ocular do infectado com um som esquisito,enquanto ele lutava para ficar de pé,e depois,caiu no chão.

Fomos derrubando um por um,e antes da neblina sumir,já havíamos acabado...

Até agora,não apareceu mais nenhum infectado,e nosso próximo passo é conseguir gasolina para o Civic.

Eu estava pensando em ir para a Área Segura,já comentei isso com o grupo,e eles estão cogitando essa possibilidade...

11 de junho de 2012

Diário - 31º Registro...

Acordei bem cedo hoje...peguei o machadinho,3 facas e a pistola e fui em direção à delegacia.
Chegando na frente da delegacia,vi que os infectados ainda estavam lá, e fiquei pensando como eu poderia tirar aquelas pessoas de lá.
Eu estava à uns 50 metros de distância quando decidi buzinar para chamar atenção de quem estivesse lá dentro.

Apertei a buzina.
Todos os infectados olharam em minha direção.
A impressão foi de que aquilo foi ouvido a quilômetros de distância...
Os primeiros começaram à correr pra cima de mim e eu comecei a me desesperar.
Olhei atentamente para a janela onde vi a moça ontem e minha visão ficou embaçada.
Passei a mão nos olhos e enxuguei as lágrimas.
Naquele momento tive a certeza de que tinha cometido um erro grave quando a moça apareceu.

Coloquei a cabeça para fora do teto solar e comecei a apontar para o lado de onde vim, e então voltei para o volante.
O primeiro infectado acertou o lado direito do carro com uma força assustadora, e então arranquei com o Civic.
Continuei andando em linha reta até que toda aquela multidão se afastasse da delegacia, e então virei a esquina.
Cinco segundos depois escutei alguns tiros...então reduzi a velocidade para a multidão não me perder de vista.
Quando achei que os infectados já estavam distantes da delegacia,completei a volta no quarteirão e voltei para a rua da delegacia, indo para a direção que apontei.

Vi o grupo correndo de 2 infectados...então joguei o carro em cima dos dois e esperei o grupo entrar no carro.
Quando entraram, arranquei com o carro.
Percebi a expressão dos três...de surpresa,ou confusão...
Acontece que não fiz isso por eles,e sim, por mim...tudo que eu queria era ter alguém com quem conviver,já que passei quase 2 meses sem ao menos falar uma frase.

Com a voz trêmula,eu me apresentei.
A moça tem 21 anos e se chama Larissa.
Um dos rapazes se chama Tiago e tem 23 anos.
O outro é o Eduardo e tem 26 anos.

Faltando uns 3 quarteirões para chegarmos na casa,o carro parou.
Tentei ligar novamente...nada.
Então olhei para o painel.

-Droga...acabou o combustível,a gente tem que ir a pé...é perto daqui!

Eles só concordaram,então peguei minha mochila e começamos à correr.

Encontramos poucos infectados pelo caminho mas a região ficou cheia por causa dos tiros.
Quando chegamos na casa, olhei para ver se não tinha nenhum infectado nos vendo,então entramos.

Agora,têm alguns infectados na rua,e o sofá,onde o Eduardo está deitado agora está bloqueando a porta.

Os três estavam bem exaustos e estão dormindo neste momento...nem posso imaginar pelo que eles passaram...
A Larissa e o Tiago estão na cama de casal,e eu aqui no quarto.

Estou ansioso para fazer várias perguntas para eles,e acho que nessa noite vai ser meio difícil eu pegar no sono...

28 de novembro de 2011

Diário - 28º Registro...

Depois de algumas semanas,os infectados começaram a sair do portão...talvez,perderam o interesse.
Então,eu e o Matheus saímos a primeira vez no dia 2 de novembro.A Cláudia abriu o portão,arrancamos no Honda Civic deles,e ela fechou o portão novamente.
Fomos para o supermercado mais próximo...um Pão de Açúcar à uns 4 Km de distância.
Ele estava todo fechado,e vazio.
A rua não tinha nenhum infectado;O Matheus estacionou ao lado do portão,e o pulamos.
-O carro já ta com o teto solar aberto.Na volta você fica em cima e joga tudo por ele.
-Tudo bem
Pegamos um carrinho,e quebramos um vidro na lateral da entrada do mercado.
Lá dentro,o cheiro de carniça e mofo estava impregnado.
Pegamos alguns enlatados e enchemos o carrinho.
Na saída,fiz o que havia sido combinado.
Depois que joguei tudo dentro do carro,fomos embora sem problemas.
Quando chegamos na rua do prédio,o Matheus buzinou,para chamar a atenção dos infectados no portão;Ele deu a volta no quarteirão,e quando voltou,a Cláudia já estava com o portão aberto.Entramos,e fechamos o portão,antes de chegar mais infectados.

Mas com o passar do tempo,as coisas foram ficando mais difíceis...tivemos que ir para outro mercado,para pegar mais comida que não estivesse estragada,tivemos que pegar combustível de outros carros do prédio e das ruas próximas,os infectados apareciam mais pelo bairro...

Na semana passada,pedi para o Matheus me levar até o helicóptero para conseguirmos algo útil.
O helicóptero estava à uns 3 quilômetros do prédio.
A rua tinha alguns infectados,e tivemos que ir rápido.
Quando me aproximei do helicóptero semi-virado,já pude sentir o cheiro de morte.
Lá dentro,o corpo em decomposição do soldado.
Procurei minha mochila,e achei.Ela estava pendurada num dos assentos.Eu a peguei,e observei o soldado...
Vi que ele tinha uma pistola e alguns pentes de munição.
Eu os peguei e pensei que poderia arrumar algo parecido com o piloto.
Mas quando me aproximei,vi que ele estava infectado,e só não tinha me atacado porque não conseguia se soltar do cinto.
Fomos embora.

Não sei se essa situação vai ficar ainda pior...não quero viver para sempre dentro de um apartamento.
Eu já aprendi a usar a arma,todos nós aprendemos.
Fico imaginando o que levou a Beatriz a ter se interessado por mim tão rápido...
Talvez porque ela não tinha contato com alguém da mesma idade há meses,ou por causa de hormônios à flor da pele.....ou simplesmente por falta de opção...só sei que ela se tornou alguém muito importante para mim...toda essa família.

A cada 3 ou 4 dias,eu e o Matheus saímos para buscar comida,e não sei se vou sobreviver para voltar.
Só espero que essa situação melhore...

26 de agosto de 2011

22º Registro - Área Segura...

Eu levantei,muito ofegante...
Sacudi o braço para jogar o excesso daquele sangue espesso no chão,e olhei o corpo caído.
Carlos já havia subido no vagão,junto com Ana Paula,e depois de uma olhada falou:
-Esse aqui funciona por bateria...liguem aqui -apontou para o painel do vagão-e assim que eu disser,empurrem a alavanca!
Ele saiu no mesmo instante,e correu em direção à multidão que nos perseguia,e se perdeu de vista na curva do túnel.
Enquanto isso,liguei o vagão como ele disse,e suas luzes iluminaram o túnel.
Depois de uns 20 segundos,tiros começaram a ser disparados,e depois de um tempo,ele voltou correndo e gritando:
-Acabou a munição!Já empurra a alavanca!!!-Carlos gritou com um desespero que nunca vi antes nele.
Empurrei com toda a força,e nada aconteceu.
Quando Carlos ia subir,percebeu que não ligava,e então agachou-se.
Eu fui ver o que ele estava fazendo,e quando abri a porta traseira do vagão,ele estava mexendo nos fios de uma pequena caixa embaixo do vagão.
-Carlos!Eles estão vindo!!! -Minha voz vacilou...e quase não saiu nenhum som.
-Empurra a alavanca agora! - Carlos gritou,e eu dei o sinal para Ana Paula dar a partida no vagão.
Na hora,um leve zumbido tomou conta do vagão,e ele começou a se mover lentamente.
Naquele momento,os infectados já estavam a 15 metros de nós,e eu pedi ao Carlos para ele entrar no vagão.
-Fecha a porta!!!- Ele já estava levantando e correndo em nossa direção.-A próxima estação é um hot spot!Não parem por nada e depois de passarem por lá,tentem parar na estação Trianon-Masp!!!
Assim que ele terminou a frase,os infectados o alcançaram,mas ele ainda conseguiu escapar e correu um pouco mais.Na hora,ele puxou uma granada que estava num bolso.
Ele sorriu e piscou pra mim,então parou,puxando o pino da granada.
Bem na hora,o vagão já estava em alta velocidade,e o perdemos de vista na curva do túnel.
5 segundos depois,o túnel se encheu de uma luz amarelada e o ruído da explosão foi ensurdecedor...
Carlos tinha se sacrificado pra nos manter na luta...
Em dois minutos,passamos pelo hot spot da estação Brigadeiro...foi um show de horrores...
Uma multidão estava na plataforma,e mais alguns na linha do metrô.Alguns de pé,outros jogados no chão.
Me arrependo de ter ficado com os olhos abertos na hora.
-Cuidado,Ana Paula,se abaixa!-Eu disse,e fiquei de pé.
Quando o vagão se aproximava,muitos da plataforma se jogaram na linha,e quando atingimos aquela massa de gente,tudo virou um espetáculo grotesco.
Toda a parte de fora foi pintada de tons de vermelho,marrom e preto.O vagão diminuiu seu avanço e pude sentir seu metal rangendo.Vi alguns membros girando no ar,e quando tudo aquilo acabou,ganhamos velocidade novamente.
O vagão se encheu de um fedor insuportável,e quando vimos uma luzinha piscando embaixo do nome Trianon-Masp no painel,comecei a diminuir a velocidade.
Parei o vagão uns 10 metros antes da plataforma da estação,e tivemos que correr para lá,sem saber o que havia naquele local...assim que passamos pelo vagão,vi que pedaços de gente estavam grudados na parte da frente,e aquilo cheirava a excrementos.
Depois,andamos até a plataforma,quando um grupo de uns 10 homens,todos armados,apontavam para nós.
-Se não forem infectados,falem agora!!! - Disse um dos homens
-Parem!Não somos infectados...por favor nos ajudem! - Gesticulei desesperadamente,e a Ana Paula fazia o mesmo.



Ficamos de quarentena por 7 dias,e depois fomos liberados para a tão sonhada área segura...
Não é o paraíso...mas em relação ao inferno que é la fora,pode ser considerada um refúgio desesperado...
Acontece que falta de tudo aqui...comida,água,remédios...tudo é racionado...
E essa área segura é um complexo que pega 2 quarteirões da Avenida Paulista...
Vários galpões estão por aqui,e cada um oferece um serviço básico para todos...droga...o fato de eu ter me separado da minha família no momento mais importante é horrível.
A angústia é enorme.

Hoje estava vendo meu e-mail...recebi uma mensagem,mas não sei se isso é verdade...
Era de um cara que se chamava Sky,e dizia assim:
Oi, cara eu li seu blog e espero que você ainda esteja ai, se estiver me responda o mais rapido possivel, temos muito o que conversar...
Tomara que isso seja verdade...
Respondi assim:
Fiquei assustado quando li seu e-mail,e espero que ainda esteja vivo...por favor,mande outro e-mail para garantir que é de verdade...
O que eu menos gostaria,é que estivesse mandando um e-mail pra um cara que já tivesse morrido.

Só estou esperando a resposta dele...

25 de agosto de 2011

20º Registro - Área Segura...

Não acredito que consegui chegar aqui...e devo isso ao Carlos.
Ele morreu para eu e a Ana Paula chegarmos aqui...
Depois de três dias na estação,decidimos que não era muito sensato ficarmos lá,já que as saídas ficaram completamente cercadas.
Então,o Carlos encontrou uma espécie de sala de controle da estação,e ligou as luzes da plataforma.Infelizmente,as luzes dos túneis não eram controladas por lá,de modo que tivemos que seguir viagem no escuro.
Carlos só tinha uma lanterninha pequena,que iluminava no máximo uns 5 metros à nossa frente.
Foi muito deprimente passar estação por estação,vendo tudo aquilo vazio...acho que quando tudo saiu de controle,a maioria das estações estavam fechadas...provavelmente foi na hora de fechar as estações... mas na correria,não houve tempo de fecharem todas.
Entre as estações Pedro II e Sé,vimos o primeiro infectado,que surgiu das sombras e correu em nossa direção.Carlos o abateu sem dificuldades...os dois tiros disparados por ele com certeza ecoou por algumas dezenas de quilômetros...e o fato de estarmos num túnel deve ter ampliado aquilo.
Na estação da Sé,foi que toda a merda aconteceu...tudo seria fácil.Sair da linha vermelha,e passar para a azul,em direção à Jabaquara,até mudarmos de linha novamente,para a linha verde,onde iríamos andar duas estações até a Trianon-Masp .
Seria fácil,se o chão de toda a estação não estivesse cheia de corpos...centenas deles.
Enquanto caminhávamos pela estação,observei aquele tapete de corpos,o ambiente impregnado,com cheiro de morte...quase na plataforma da linha azul,vi um corpo sentado de um policial militar,com a cabeça inclinada e uma arma na mão...naquele estado de decomposição,era impossível distinguir se ele havia cometido suicídio,mas era fácil deduzir...
Talvez uma multidão de infectados tenha invadido a estação,e quando viu que era impossível conter todo mundo,o desespero tomou conta daquele policial...
-Droga...então era verdade...-Carlos rompeu o silêncio,e seu sussurro pareceu um grito -Ouvi no rádio um comunicado sobre esta estação...chamaram de "hot spot"...
Eu fiquei em silêncio,e a Ana começou a ficar nervosa,quase assustada...acho que ela já tinha ouvdo aquela expressão...
-É um ponto quente...quando essa doença explodiu,esse não era um lugar muito sensato de se visitar...-Até ele mostrava preocupação... -Provavelmente não estamos sozinhos,então,muitas dessas pessoas não estão mortas...
Assim que ele disse isso,pulamos na linha do metrô...e a Ana Paula começou a chorar.
Uma espécie de grunhido chegou aos nossos ouvidos como um tapa na cara,e sem nenhuma necessidade de aviso começamos a correr...
Tenho certeza de que passamos por umas duas estações sem diminuir o ritmo,e o barulho de pedras sendo pisadas era constante.
A lanterna acesa do Carlos balançava freneticamente enquanto ele corria,e o feixe de luz girava pelo túnel iluminando casualmente a nossa frente...
Talvez,os infectados estivessem a uns 30 metros atrás de nós,e de vez em quando,o Carlos parava e mandava uma rajada de tiros na multidão.
Corri tanto,que senti meu peito queimar,meu sangue ardia como ácido a cada batida do meu coração.
A Ana Paula ameaçou parar muitas vezes e a cada vez que acontecia isso,Carlos a pegava pelo braço e quase a arrastava.Numa das vezes ele tentou gritar,e quase saiu um sussurro.
-Pe..pelo amor de Deus...não para!
Quando ninguém mais aguentava correr,vimos as luzes de uma estação ao longe...
Aquilo foi um alívio...assim que vimos a placa azul onde estava escrito "PARAÍSO",escalamos a plataforma com tanta rapidez que poderíamos ganhar uma competição daquilo...
Procurando desesperadamente por placas de sinalização,fomos para a plataforma da linha verde que dizia "Embarque-Vila Madalena".
Assim que pulamos na linha do metrô,desabamos no chão.O cansaço e a altura de que pulamos fez com que ficássemos uns 30 segundos no chão.A respiração de cada um de nós parecia a de alguém que conseguia chegar à superfície depois de ficar debaixo d'água por mais de 5 minutos.
E depois,ouvimos barulhos de passos no chão...alguns daqueles infectados conseguiram subir a plataforma e estavam correndo pela estação...
Droga...estou exausto para escrever...tentarei terminar amanhã.
E mal posso esperar pra dormir na minha nova cama...

14 de agosto de 2011

Diário - 19º Registro...

Nossa...tive uma sensação que não tinha em semanas...
Acabou que o Carlos concordou em saírmos de lá,depois da morte da 3ª pessoa.
Sobraram 4,contando comigo.Nós tivemos que fugir para a estação Bresser.
Nossa sorte na saída foi que os infectados se distraíram com os corpos lá dentro...
Quando chegamos perto da estação Bresser,tivemos que parar,pois a avenida estava cheia de infectados.Um mar formado por seres atormentados,que um dia tiveram família,trabalho,deram risada com amigos.Hoje são maltrapilhos cheios de sangue.Alguns com pedaço de carne na boca.E talvez minha família esteja lá.
Tivemos que parar na porta da estação,e subimos na Hilux,e depois na cobertura da entrada.
Era uma rampa imensa.Uns 20 metros de concreto liso e inclinado.No meio do caminho,olhei pra baixo,e bem na hora,uma senhora de uns 40 anos começou a escorregar,indo direto para aquele inferno.Não gostaria de ter visto aquilo.Eu vi as vísceras da mulher,vi seu sangue escorrer entre os dentes daquelas pessoas.
E de repente,seu gritos pararam.Nem terá condições de virar uma infectada,com certeza não restou nada.
Depois,agente subiu,e chegamos na plataforma.
Agora estamos aqui.Eu,o Carlos,e a Ana Paula,uma moça de uns 25 anos ,que esteve desesperada por todo esse tempo.Eu consegui quebrar um quiosque da Nestlé,e peguei algumas barras de chocolate...isso é muito bom.Nem lembrava o quanto.
Mas mesmo aqui,existe um grande perigo.
Ninguém sabe se todas as estações estão fechadas.Tudo pode acontecer...inclusive,infectados conseguirem chegar aqui pela linha de metrô...
Isso é o que eu menos quero... 

7 de agosto de 2011

Diário - 18º Registro...

Está bem...não aguento mais.
Não posso ficar fugindo do que parece óbvio,sei que minha família já deve estar morta.
Não sei se estou delirando,mas já escuto barulho de tiros e às vezes,de carros.
Deve ser porque eu já não como nada faz uma semana.
Eu já falei ontem com o Carlos,que não poderíamos ficar mais aqui.Duas pessoas aqui dentro já morreram,e não é nada agradável sentir o cheiro de um ser humano em decomposição,ainda mais em um lugar fechado.
Acho difícil ele me escutar,mas parece que ele também tem planos para saírmos daqui.
Depois do que aconteceu,tivemos que nos separar,e ficou impossível de seguirmos adiante depois de tudo.
Estamos trancados num barzinho,que fica na região do Tatuapé,mas não sei exatamente o lugar.
Depois que bloqueamos a entrada com o balcão e a mesa de sinuca,ficamos um bom tempo aqui,esperando algo acontecer.Mas simplesmente estávamos abandonados,e ainda estamos.
As batidas na porta já pararam,mas ainda existem muitos lá fora.
Mesmo assim,o Carlos tem um fuzil.Não quero morrer num quarto escuro,no meio de mais um monte de cadáveres.Agente tem que sair daqui.
Minha cabeça tem tanta ideia que está quase explodindo...
Não,não posso mais ficar aqui.
Amanhã essa cidade vai ganhar mais um infectado como habitante.
Ou vai perder alguns...

29 de julho de 2011

Diário - 17º Registro...

Meu Deus...essa é a primeira vez que eu escrevo aqui depois do que aconteceu...
Parece que tudo o que eu vivi está a anos de distância...que meu lar está em um lugar impossível de se chegar agora,o que de certa forma,é verdade.
Acho que fazem uns 15 dias que saí da escola,e provavelmente,todas as pessoas que estavam lá já morreram.
Eu não tive a mesma sorte...já que agora,estou em um grupo de sete pessoas,e nenhuma é da minha família.


Sou um moleque de 14 anos sem a família no meio do inferno,trancado num prédio abandonado,e sem saber se vou sair vivo daqui...de repente,a morte parece tão tentadora...
Praticamente tudo corria o risco de fracassar,e foi justamente o que aconteceu.Seria cômico se não fosse trágico.
Depois de abrirem o portão da escola,uma pequena caravana saiu de lá,com 3 carros,sendo que o primeiro era uma Hilux,onde todos se espremiam na caçamba,junto com Carlos,que estava com o seu inseparável fuzil,mirando para todos os lados.
Logo depois veio o carro da minha família,um Uno com 5 pessoas além de mim e a cadelinha.
E o último carro era um Gol modelo antigo,dos "quadrados",que era até bonito.
Eram 3 latas cheias de carne para os infectados.
Andamos por toda a avenida Aricanduva,e pelo começo da Radial Leste,mas passando pela estação de metrô Carrão,uma multidão já ocupava a maior parte da pista,e entre desvios,e batidas nos vidros,conseguimos passar por aquele trecho...acho que a Hilux ainda deve ter algumas manchas de sangue em sua lataria.
Depois andamos mais algumas centenas de metros e apesar do trecho estar livre,alguns infectados ainda ficavam nos cantos da pista,e justamente um deles conseguiu entrar na frente do Gol,que arrancou suas pernas e seu tronco ficou em cima do pára brisas,e o carro perdeu o controle e girou na pista,lançando-o longe.
O carro ficou parado e nós paramos também.
Antes de saírmos para ajudá-los,Carlos já disparava contra os infectados que se aproximavam do carro.
Depois,nós fomos até lá e ajudamos as pessoas que estavam no carro a descer.
Quem saía,pulava na caçamba da Hilux,que ficou cheia.
Quando agente já voltava,fiquei por último,e no desespero do momento,fecharam as portas do Uno comigo do lado de fora.
Naquela hora,só tive o pensamento de pular na caçamba.
Com toda a confusão,não percebemos que mais infectados haviam se aproximado,e foi isso que nos obrigou a seguirmos caminhos diferentes.
Não sei como minha família está,nem onde ela está.
Não estou me sentindo bem pra falar disso...acho que amanhã eu continuo...

16 de julho de 2011

16º Registro...

Me desculpem por não ter atualizado isto antes,mas não tinha muito o que contar até a noite de ontem,quando Carlos reuniu a todos no pátio e disse que a comida estava acabando...
Todos ficaram em silêncio por um bom tempo.
Sem comida,não temos condições nem motivos para ficar aqui...e fora daqui,não temos condições de sobreviver.
Mas parece que é isso.Ou ficamos para morrer de fome,ou saímos para possivelmente sermos infectados.
Depois de toda a murmuração que se estendeu por uns 10 minutos,Carlos pegou um rádio comunicador e tentou algum contato.Depois de um tempo,ele recebeu um sinal fraco,cheio de ruídos,mas dava para entender alguma coisa.
-...você estiver escutando isso,venha para a aveni...repito...venha...aulista...abrigo e prote...-a voz era grave e rouca,provavelmente de algum oficial experiente do exército.
-Não acredito...um dos meus superiores ainda está aguentando firme!- Carlos quase derrubou o rádio no chão e continuou- Essa transmissão deve vir da área segura da avenida Paulista.
Ele ficou quieto por um tempo,enquanto todos olhavam para sua cara.
-Só tem um jeito de sobrevivermos...- disse ele,dando uma pausa- Vamos para a avenida Paulista.
A desordem começou,e todos queriam falar ao mesmo tempo.Fui dormir...
Hoje de manhã,todos já arrumavam tudo para a retirada,mas um grupo decidiu ficar ali...
Depois de explicarem a eles que o portão ficaria aberto depois que saíssemos,disseram que se trancariam em uma das salas até que os infectados se afastassem de lá,e depois,o fechariam de novo.
-Não quero acabar igual a eles- apontava para fora da escola-...Deus vai nos ajudar- disse a dona Fátima,uma senhora simpática de uns setenta e tantos anos- Se cuida meu filho!- disse pra mim,enquanto segurava um terço.
Ela criou uma amizade com minha família,especialmente com minha mãe,que para ela,era quase como uma filha.Nestes tempos,algumas semanas são o suficiente para as pessoas se amarem...a se tolerarem.Acho que é o instinto de sobrevivência.Ninguém fica contra ninguém.
Coitada dela...ficar aqui com um grupo de pessoas assustadas...isso é plano de doido.
Mas o de ir para a avenida Paulista não fica atrás.Vou cruzar a maior cidade do país com 90% da população querendo nos matar.
Vai ser amanhã.Vou escrever no meu diário se conseguir.
Mas existe uma enorme chance de essas palavras serem as últimas que escreverei aqui.
Deseje-me sorte.

14 de julho de 2011

Diário - 15º Registro...

Me deixaram ficar aqui no telhado da escola,e a vista é desanimadora...
Do meu bairro está se erguendo uma coluna de fumaça preta imensa.Tudo por lá deve estar destruído...inclusive minha casa.
Dá um desespero...mas ao mesmo tempo,um alívio.Aqui na frente da escola,umas dezenas desses infectados já se acumulam no portão,que dá a impressão de que a qualquer momento cairá...
As pessoas aqui dentro já nos olham de modo estranho,como se nós fôssemos culpados por isso,e de certa forma,somos mesmo...
Tomara que tudo isso acabe logo...e Deus queira que seja da melhor forma possível.

18 de junho de 2011

1º Registro...

Desculpem gente,mas não tive ânimo algum ontem.
Eles já são milhares...a maioria.
A ONU orientou a todos para se dirigirem às chamadas "áreas seguras",que na teoria,seriam fortalezas contra essas criaturas.Cada cidade afetada tem a sua.
A sociedade já se desmanchou...somos apenas presas e predadores.Deus faça com que essa seja uma decisão acertada: minha família não irá para essa área segura.Eu os convenci a isto(mas nem eu acredito que isso dê certo...apesar de que escutar um garoto de 14 anos nesse inferno seja uma boa.),porque para mim,quanto mais gente,mais carne para eles.Simples assim.
Mas a verdade,é que eu vi os primeiros ontem à noite.E não gostei do que vi...
Depois de tomarmos a decisão de ficar em casa até as coisas melhorarem(o que é improvável),fomos a um supermercado,que fica a uns 5 Km de minha casa,para comprar alguns mantimentos.O lugar estava entupido de gente,que comprava coisas apenas para ir à essas áreas seguras.Nós enchemos o carrinho de comida enlatada,garrafões de água,um lampião(de acampamento),lanternas,e várias pilhas...além de alguns equipamentos para camping e ferramentas,que poderiam virar armas.
Mas na saída,mais ou menos uns 6 infectados entraram no supermercado.Correria e pânico tomaram o local.Teve um lado bom,levamos tudo isso sem gastar dinheiro...como se dinheiro valesse alguma coisa agora...
Do caminho do supermercado à minha casa,vi coisas que não tinha visto a vida inteira.Bandos cercando pessoas e as despedaçando com as mãos e dentes...veículos virando montes de lata em muros...tiros.Muitos tiros.
Policiais e traficantes,juntos,apenas tentando sobreviver.Irônico,não?!
Pois é...começou a droga toda,e o jeito é tentar aguentar o impacto.
Agora estou em casa,enquanto meu pai e meus irmãos tentam reforçar o portão com alguns pontaletes de madeira...esperamos que isso nos mantenha em segurança,pelo menos por um tempo.
Escrevo isto em lágrimas.Sei que no fundo,é quase certeza de que não sairemos dessa.Ninguém sairá.
Só peço a Deus que nem eu,e nem minha família acabemos como essas coisas.

16 de junho de 2011

A pior noite da minha vida...

Não dormi hoje.Fiquei esperando o pior dos males chegar à minha porta.Ao meu quarto.À mim...
Ás cinco horas da manhã,já estava de pé,vendo os noticiários...deveria não tê-los assistido.
Logo após a saída dos infectados para fora do hospital,só o que se podia ver era destruição;Enquanto os soldados tentavam sobreviver,disparavam tiros de seus fuzis nos infectados,em veículos próximos e desesperadamente,em outros soldados.
O bairro de São Matheus virou uma zona de guerra,montes de mortos foram queimados no estacionamento do hospital,para evitar mais contaminações,enquanto outros soldados perseguiam os sujeitos cambaleantes...uma parte foi abatida,mas a maioria foi espalhando o caos por todo o quarteirão...tudo saiu do controle.
De um simples caso de uma doença,até o estado de alerta de uma cidade inteira,uma cidade de onze milhões de habitantes,isso em menos de 5 dias...não dá nem para acreditar,mas é real.
Como se fossem fugitivos,dezenas de infectados(que a essas horas,já devem ser centenas) são procurados pela polícia e pelo exército...muitos helicópteros sobrevoam a área,inclusive,vi um passando por cima do meu bairro,que não é nem a 15 Km do foco disso tudo.
Bom saber que quase 150 pessoas estão lendo este texto,que além de um desabafo,é um alerta.
Agora,estou me sentindo como um profeta apocalíptico que teve sua profecia concretizada.Na verdade,nem eu acreditava que as coisas chegariam a esse ponto.
Droga,me preocupei tanto com o que acontece aqui,que não vi como está o mundo...na Rússia,as coisas não estão muito diferentes daqui...Moscou já está mergulhada em um caos completo,e no Canadá,a infecção também está se desenvolvendo.Ouvi rumores de que os primeiros infectados chegaram ao norte dos Estados Unidos;Na China,parece que os militares estão resolvendo com bombas,já que com a aglomeração de pessoas,a infecção ficou incontrolável.
E a única conclusão que tirei foi que quanto mais gente enfrentar essas "coisas",mais comida eles terão...pelo menos para mim,o plano é me esconder,até quando der...
Hoje não fui à escola,ninguém da minha família trabalhou,e o novo toque de recolher começará hoje,às 18:00h.
Pelo jeito,parece que o apocalipse começou.E este é o fim.
Agora é esperar.

15 de junho de 2011

Eu estava enganado...AGORA SIM estamos perdidos!

Dilma Rousseff fez hoje um comunicado oficial em seu site,ao meio dia,junto com o ministro da Saúde Alexandre Padilha,afirmando que este não é um caso isolado.Foram relatados casos na Rússia,Canadá e China.
Que merda...parece que foi justamente um caso em cada continente,e se for verdade,essa doença vai acabar com o planeta rapidinho...por mais que pareça absurdo,não duvido que seja terrorismo,ou algo do tipo!
Quanto a situação no hospital,a merda está piorando.Até às 2 horas da tarde,cinco pessoas morreram na operação que começou ontem à noite,sendo que 3 eram soldados.O que não sabiam é que os infectados conseguiram sair do 6º andar do hospital,contaminando a maioria das pessoas que estavam presentes no hospital...homens,mulheres,crianças.Crianças,droga!
O pior foi o que vi na Globo agora a pouco:uma mulher de uns 30 anos correndo pra fora do hospital,gritando por socorro,ensanguentada...nunca tinha visto nada do tipo,faltava metade de sua face.Logo depois saíram os infectados,uns oito,correndo vigorosamente para fora do hospital(como se seus ferimentos,que já teriam sido fatais,não fossem nada...),três deles conseguiram pegar a mulher,derrubando-a no chão,enquanto o resto ia para cima dos soldados que estavam perto.Logo após isso,um soldado da marinha americana empurrou a câmera e em inglês,mandava todos saírem dali.A imagem travou e ficou estática,ficando fixo o logotipo na jaqueta do soldado:Navy Seals.O som de gritos,tiros e grunhidos assustadores ainda ficaram por uns 5 segundos,depois a tela da televisão ficou preta.
Logo após isso,apareceu o jornalista Carlos Tramontina,com uma expressão que provavelmente estava na face de todos que assistiam:de espanto.
Depois de três segundos em silêncio,ele passou para a imagem de helicóptero.
Do alto,podia-se ver apenas algumas sombras,já que estava escuro,mas tudo do que se podia ver não era nada animador...
Parece que agora começou a parte ruim de tudo...e é bom nos prepararmos.
Há uns dez minutos, a OMS declarou que a doença é contagiosa mesmo(parece que é tarde pra dizer isso...),mas é apenas em contato com sangue ou saliva infectada.Disse também que no Canadá,o número de infectados é cada vez maior,e é a mesma coisa em Moscou,na Rússia,onde já estão tomando medidas extremas,matando os infectados.Ainda em nota,a Organização Mundial de Saúde disse que o HiperVírus(como chamam agora) toma conta do cérebro do doente,controlando funções motoras e mantém a necessidade básica do hospedeiro,a de alimentar-se...e é o que está acontecendo.
Sujeitos cambaleantes fazendo nada mais do que se alimentar...
É o fim.O início do fim.
Que Deus nos ajude...

14 de junho de 2011

Falsa tranquilidade...

Quem diria que eu segurei a fonte de todo este mal...é surreal.
Hoje de manhã,perguntei a alguns colegas da escola sobre o caso...incrívelmente,apenas 6 ou 7 disseram ter conhecimento de tudo,uma pena para o resto,que mora a menos de 10 Km do Hospital São Matheus...é estranho o clima nas ruas...ao mesmo tempo em que ninguém comenta sobre o caso,todos estão hesitantes quanto ao fim desta história.
Por falar no hospital,a mídia parou a constante torrente de informações,mas ainda são vistas algumas reportagens ao vivo constantemente.Uma área de 200m em volta dele foi evacuada,e as forças armadas entraram no prédio para tentar retomar o controle da situação.Já fazem 20 minutos que entraram,até agora nenhum tiro,ou qualquer coisa do tipo...estou vendo uma reportagem ao vivo da BandNews,aguardando algum resultado,várias vezes ouve-se o ruído de um ou outro helicóptero passando por ali.
Já ouvi algumas vezes um rumor sobre suposta morte do enfermeiro que, ao tentar atacar um dos seguranças,foi abatido a tiros.
Minha família está apreensiva,meu pai sabe o que o vírus da raiva causa em alguém...quem dirá de uma evolução dele!
Repito mais uma vez...se esta praga sair do hospital,fico inseguro quanto à segurança de minha família.
Que isso acabe o quanto antes...

Definitivamente...estamos perdidos

Criei um blog a um tempo atrás,o andreeloy.blogspot.com e decidi contar minha vida,mas parece que esta nova doença está ganhando atenção,e este novo blog tem um nome mais do que certo...o antigo blog foi apagado,e a partir de agora,todas as postagens serão neste blog,a fim de informar e alertar a vocês.
Mais uma vez,a GloboNews está mostrando reportagens de 5 em 5 minutos,mostrando a frente do Hospital São Matheus,que está sob vigilância do exército,e alguns soldados da marinha americana chegaram no aeroporto de Congonhas esta tarde,apenas para ajudar na vigilância.
O setor onde estão os doentes está em quarentena...e assim como Nilton e Daniel,os outros funcionários que foram infectados apresentaram agressividade extrema.Parece que isto virou um círculo vicioso...mais 2 pessoas foram mordidas.
Todo o andar onde fica o setor está isolado,provavelmente,o fecharam,sem aviso prévio para quem estava ali.
Estão todos largados.Cada um por si. Em uma das reportagens do SBT,tiros puderam ser ouvidos,talvez um segurança estivesse tentando sobreviver...pelo menos aquele andar é terra de ninguém.
Aposto que não demorará para isto sair do hospital...droga.
Gilberto Kassab supostamente enviou uma nota em seu site,dizendo que isto é um caso à parte,e tudo não passa de um transtorno.Transtorno?!Os EUA estão ajudando a manter aquela droga presa,e é só um transtorno?Pff...tomara que seja uma Gripe Suína da vida,que causou reboliço,mas não era nada tão grave...
Está tudo muito estranho
Provavelmente,a Globo fará um plantão nessa madrugada.
Aguardo novas notícias...

13 de junho de 2011

[Atualização]

Descobri uma nova informação,o enfermeiro acabou de apresentar sintomas iguais aos do Nilton,e pelo que parece,agora está claro:esta doença(ou seja lá o que for) é altamente contagiosa.
O Hospital São Matheus recebeu hoje uma comissão com alguns médicos do CDC(Centro para Controle e Prevenção de Doenças),uma agência de saúde americana...o que é muito estranho,até porque não fazem nem 4 dias depois do que aconteceu.
Examinaram o líquido do pote...era mesmo o vírus da raiva,mas uma forma desconhecida dele.
O estranho,é que nenhum dos infectados apresentam sintomas da raiva normal...é tudo novo,até para esse pessoal da CDC.
O Nilton entrou em coma...o enfermeiro(que se chama Daniel) também deve estar indo para o mesmo destino,e os dois estão isolados.
Os outros 3 funcionários estão sob observação,e também devem virar psicopatas em breve...
Achei rídicula a ideia de zumbis a alguns dias,mas parece que agora,essa hipótese está mais plausível...só espero não ser mordido por algum louco no caminho para a escola...
Por hoje é só,e cuidem-se.

12 de junho de 2011

Dia dos namorados...primeiro post!

Criei o blog...e não tenho muito o que falar. Acho que foi mais para me distrair,já que quando estou fora da escola,não tenho muito o que fazer.Nem o que comemorar hoje.Mas vou começar falando como vai minha vida: meu pai chegou esses dias com uma caixa estranha,parecia ser térmica,quando perguntei,ele disse que não era nada muito importante,era coisa do trabalho(ele trabalha na Zoonoses,que cuida de doenças animais).
Antes de ontem,estava aqui em casa com um colega e resolvemos fuçar a bendita caixa,eu falei pra ele abrir ela,e depois de um vapor sair dela,ele pegou um pequeno pote com um etiqueta escrito:RAIVA-Vírus Concentrado.
Achei que era besteira...nada muito importante,parecia que era uma coisa rotineira,e parecia mais um pote de urina!Resolvemos guardá-lo de volta.
Ontem meu pai voltou do trabalho com uma expressão cansada,me contou que levou aquela caixa de volta,e quando um tal de Nilton ou Nilson pegou o pote sem cuidado,ele caiu,e espirrou um pouco do líquido nele.
Ele disse que foi uma situação estranha...o homem gritava que queimava justamente onde teria caído o líquido e ao olharem,realmente,suas coxas estavam com feridas.Chamaram um enfermeiro,que trabalhava num setor perto dalí.Quando ele encostou na ferida,o homem ficou possesso,louco...e atacou o braço do enfermeiro a mordidas.Logo após isso,ele desmaiou,e sangrou pela boca.Tudo foi assistido pelo meu pai...ainda lá dentro,meu pai contou que os dois foram levados ao hospital,mas antes de ser colocado na ambulância,o homem acordou e levantou da maca,correndo de volta ao prédio de onde saiu,e se chocou contra as portas que tinham sido fechadas pelo segurança,vomitando mais sangue nos vidros...logo após isso,desmaiou novamente,e foi colocado na ambulância.Ao ouvir essa história,a primeira coisa que veio a minha mente foram zumbis...quase dei risada na hora,mas a coisa era muito séria pra isso.
Hoje meu pai não trabalhou...ao chegar no portão,comunicaram que por conta do que acontecera,ninguém trabalharia.E só o que se podia ver lá dentro,eram viaturas da polícia,e alguns carros de reportagem,fora os vidros,ainda ensanguentados,e alguns legistas os examinando...todos ainda sem notícia do Nilton,nem do enfermeiro.
Quero só ver essas notícias...
Bom,por hoje é isso pessoal!
Até mais...